CUSTO DA DIABETES: 18 MANEIRAS PRECIOSAS DE ECONOMIZAR COM MEDICAMENTOS E ALIMENTAÇÃO NA DIABETES

custos da diabetes

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Diabetes e custos: caso não queira ou não consiga ler este conteúdo, ele também pode ser ouvido em nosso site. Para isso clique aqui, ou use o tocador abaixo.

A diabetes é uma doença cara de se tratar. Nos Estados Unidos é a que gera os maiores custos, em valores globais, segundo a CNBC (rede de notícias americana), ao divulgar as estatísticas do ano de 2019. E em outros países não é diferente. Lidar com uma doença crônica de risco é bastante estressante. Ter que se preocupar com suas finanças não deveria ser mais uma dessas preocupações. Mas muitas vezes é.

 

Consultas médicas com diversos especialistas, exames, convênios, medicamentos, fitas, medidores e alimentação diferenciada, fazem com que a quantidade de dinheiro que você gasta com diabetes todos os anos possa parecer uma cara “história sem fim”.

 

Bem, para tentar minimizar um pouco esse quadro, compilamos 18 maneiras de manter um pouco mais de dinheiro no bolso, sem prejudicar a qualidade do seu tratamento.

 

Esperamos que ajude! Paz e saúde!

 

1. Custo da diabetes: avalie usar genéricos ou manipulados

Se o seu médico prescrever um medicamento, sempre pergunte se há uma alternativa genérica adequada ou se ele pode ser manipulado. Usar um genérico ao invés de um medicamento “de marca” pode gerar uma boa economia.

 

Por exemplo, aqueles que fazem uso de vitamina D, ao adquirirem uma marca muito conhecida e receitada de 30 comprimidos de 7000 UI, por exemplo, terão um custo ao redor de R$90,00 no balcão da farmácia. O mesmo produto manipulado (colecalciferol 7000 UI) pode ser encontrado por algo em torno de R$38,00, em média, em uma boa farmácia de manipulação.

 

Obviamente você vai ouvir ou irá se perguntar “mas o efeito é o mesmo?”. Exames de pacientes diabéticos mostraram níveis plasmáticos de Vitamina D 25 Hidroxi praticamente idênticos entre o produto manipulado e o produto de “marca”.

 

2.Custo da diabetes: medicamentos da “mesma família”

Muitos medicamentos ainda não tem um composto genérico disponível ou não podem ser manipulados, por questões de patentes ou de falta de atratividade comercial. Então vamos nos aprofundar um pouco mais.

 

Existem vários tipos de medicamentos hipoglicemiantes orais. As principais famílias destes medicamentos são:

  • Os secretagogos da insulina que estimulam o pâncreas a produzir mais insulina: são os mais antigos e não costumam ser muito receitados atualmente, pois podem causar hipoglicemias severas. Sob a ótica de preços são muito baratos. Há medicamentos da ordem de custo de R$3,00, por exemplo.
  • Os sensibilizadores da insulina não afetam a liberação da insulina, mas aumentam a resposta do organismo à resistência insulínica: temos a “famosa” metformina (que no Brasil é dispensada gratuitamente no Programa Farmácia Popular, através da apresentação da receita médica com menos de 6 meses de emissão, identidade e CPF), e que custa em torno de R$ 10,00 (Glifage 500mg XR) por caixa com 30 comprimidos.
  • Outra classe da mesma família são as tiazolidinedionas, que praticamente não são receitadas pelos efeitos colaterais, que podem ser severos.
  • Medicamentos que atrasam a absorção da glicose pelo intestino: incluem inibidores da alfa-glicosidase (por exemplo, Acarbose® e Miglitol®). Pouco usados, pelo efeito modesto que causam.
  • Antagonistas de DPP 4, como por exemplo, Sitagliptina, Saxagliptina, Linagliptina e Alogliptina. Tanto estimulam o pâncreas a produzir mais insulina, como retardam a absorção da glicose pelo intestino. São relativamente eficientes, e têm a virtude de não provocarem hipoglicemias.
  • Agonistas de GLP1, induzem a secreção de insulina de maneira dependente de glicose, portanto não causam hipoglicemia, reduzem a secreção de glicogênio (açúcar armazenado no fígado), aumentam da saciedade, e reduzem a velocidade da digestão. Nesta classe encontramos os seguintes compostos: exenatida, liraglutida, dulaglutida e albiglutida.
  • Os inibidores de SGLT2 aumentam a excreção da glicose. Basicamente você urina parte do excesso de glicose no sangue. Muito usados e recomendados atualmente em virtude da comprovada eficácia, adicionada a efeitos positivos renais e cardiovasculares. Compõem esta classe Canagliflozina (Invokana®), Dapagliflozina (Forxiga®), Empagliflozina (Jardiance®) e Ertugliflozina (Steglatro®).

 

Substituição por similar

Vamos a um exemplo da última classe, já que sua prescrição está “na moda”. Uma caixa de Empagliflozina (Jardiance®) custa em torno de R$200,00. Outro medicamento da mesma classe, a Dapagliflozina (Forxiga®) custa em torno de R$ 120,00.  Estudos mostram praticamente o mesmo efeito entre ambos, sob o ponto de vista da glicemia.

 

Um outro exemplo, um inibidor de DPP4, a Linagliptina (Trayenta®) tem um custo de aproximadamente R$ 220,00, ao passo que um outro medicamento da mesma família, de efeito similar, a Alogliptina (Nesina®) tem um custo médio de R$ 80,00.  Considerando que os efeitos sejam muito próximos, você pode fazer uma certa economia, simplesmente por alterar o composto dentro da mesma família. Lembrando que este é o custo mensal para UM medicamento.

 

Obviamente você não deve sair substituindo medicamentos sem antes consultar seu médico: você necessita de receita, saber a dosagem, horários e formas de usar o medicamento, e as demais recomendações de praxe e necessárias para o seu caso.

 

Fale com seu médico

Porém, nada impede que você pergunte sobre um substituto mais econômico, sem perda de eficácia de tratamento, ou mesmo que você leve a sugestão daquele que lhe pareça economicamente mais interessante. Não se sinta acanhado. É a sua saúde, mas também é o seu dinheiro. Falamos de um medicamento que provavelmente você irá tomar por um bom tempo. Um ano do segundo exemplo significa mais de R$ 1.500,00 de diferença.  

 

Cabe dizer que as diretrizes médicas da Sociedade Brasileira de Diabetes e da Associação Americana de Diabetes, de 2020, dizem que: “o tratamento deve levar em consideração o grau de controle metabólico,  quadro clínico, nível socioeconômico, e as preferências pessoais do paciente“.  

 

O médico está ali para ajudá-lo e entenderá que a questão econômica é importante para você, e irá aconselhá-lo da melhor forma para que você não perca qualidade de tratamento. O antigo ditado é sábio: “mais vale ficar vermelho uma vez (“de vergonha”), do que amarelo (“de raiva”) o resto da vida”.  

 

O princípio vale, obviamente, para outros medicamentos, além dos usados para o controle da glicemia.

 

Caso necessite de alguma orientação sobre as famílias de medicamentos ou potenciais substitutos para seus medicamentos atuais para discutir com seu médico, especialmente se estiver usando medicamentos caros, fique à vontade para escrever para [email protected] , informando o(s) medicamento(s) que utiliza e lhe enviaremos as informações disponíveis sobre  genéricos e substitutos mais econômicos, se houver.

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3 passos para controlar a diabetes

 

3. Programas de descontos dos fabricantes (medicamentos orais e insulinas)

Muitos fabricantes têm programas de descontos. Você faz um contato com o laboratório via internet ou pelo telefone de atendimento ao cliente, preenche um cadastro, onde além dos seus dados pessoais, deverá ser informado o nome e o CRM do médico (você pode encontrar o número do CRM em uma receita ou em uma guia de exames, por exemplo).

 

Posteriormente, quando for adquirir regularmente o produto nas farmácias, informe que deseja fazer a aquisição pelo convênio com o laboratório e informe o seu CPF.

 

Os descontos giram entre 15 a 30% em relação ao preço de “balcão” do produto.  

 

Alguns medicamentos orais têm programa de descontos, mas especialmente insulinas de maior valor possuem esta alternativa.

 

4.Custo da diabetes: fornecimento gratuito pela administração pública

Desde 2006, pessoas com diabetes tem direito a receber via SUS (Sistema Único de Saúde) os insumos necessários para o tratamento, conforme a lei federal de n° 11.347. Para recebê-los gratuitamente, é preciso ir ao posto de saúde mais próximo de sua casa e se cadastrar no SUS como paciente com diabetes. Deve ser apresentada a receita médica descrevendo os medicamentos e insumos necessários.

 

Em muito locais, apesar de lei de amplitude nacional, isso pode gerar um certo transtorno e há algumas regras operacionais do tipo “você somente irá receber fitas se usar insulina”, e coisas dessa ordem.

 

Em caso de negativa do poder público em fornecer os seus medicamentos e materiais, você pode recorrer ao Judiciário para poder exercer os seus direitos, assim como, se comprovar falta de recursos financeiros, solicitar a ação da Defensoria Pública na sua causa.  Mas em qualquer caso, prepare-se para uma certa espera, que poderá ser longa, até a resolução do tema.

 

5.Custo da diabetes: promoções

Muitas farmácias (especialmente as redes maiores) realizam promoções periódicas de produtos (especialmente genéricos) de tempos em tempos, buscando fidelizar os clientes.

 

Você pode pesquisar periodicamente nas farmácias disponíveis na sua região, a fim de verificar se os seus medicamentos estão com um preço atrativo, e até antecipar alguma compra para aproveitar os preços.

 

Os descontos variam bastante, mas podem chegar a 50% ou até um pouco mais.

 

Não recomendamos o “programa de compra recorrente” de medicamentos que muitas redes de farmácias disponibilizam, e que funciona da seguinte maneira: todo certo dia previamente definido no decorrer do mês é gerada uma venda automática dos medicamentos que você cadastrou e você será avisado que o produto está disponível, sem que você precise lembrar periodicamente do dia de comprá-lo.

 

Problema: desconto zero, mesmo que haja uma promoção e eventuais surpresas de mudança de preços. O que nos leva ao próximo ponto.

 

6.Custo da diabetes: pesquisa online

Muitas farmácias têm preços diferentes para diversos produtos adquiridos online comparados com os produtos adquiridos presencialmente. Especialmente para os medicamentos mais caros, mas não somente, e nem todos.

 

Minha tese especulativa crê que, em primeiro lugar, na compra online é muito mais simples o cliente simplesmente desistir e “ir embora”, procurar o produto em outro site, e em segundo lugar, os farmacêuticos, que têm parte da sua receita originada da comissão de vendas, no caso da venda online, não a recebem, e é aí que entra o seu desconto: a partir da comissão (ou de parte dela), que não será paga, associada ao interesse da empresa em criar atrativos para o comprador, para que ele não vá pesquisar na “concorrência”,  que no modo online está a “um clique” de distância.

 

Isso dito, pesquise em todas as farmácias disponíveis, e faça a compra para entrega (o que terá custos) no seu endereço, ou para retirada na filial de sua preferência, o que não terá custos adicionais. Descontos de 5% a 10% podem ser encontrados nesta modalidade de compra.

 

Você deve esperar um comunicado, geralmente por e-mail, de que o produto já foi separado, faturado e está disponível para retirada, caso opte por apanhar o medicamento no estabelecimento.

 

Algumas vezes a compra online pode demorar um pouco, dependendo dos estoques da filial escolhida. Então faça o pedido com uma certa antecedência, ou seja, ao realizar o pedido tenha ainda medicamentos disponíveis para pelo menos alguns dias.

 

Há aplicativos e sites especializados em comparação de preços, que poderão ajudá-lo na pesquisa fazendo a comparação de preços. Um exemplo é o www.consultaremedios.com.br.

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7. Medicamentos associados

Alguns medicamentos são combinados em um único comprimido e por consequência custam menos. Verifique se alguns de seus medicamentos estão disponíveis dessa forma. Tanto o seu médico, quanto uma pesquisa com algum conhecimento do assunto podem responder a essa pergunta.

 

Por exemplo, dois medicamentos diferentes, como metformina e pioglitazona, geralmente são comprados separadamente, ao invés de associados. Em média você pode obter algo em torno de 10 a 15% de economia consumindo os mesmos medicamentos na forma associada.

 

Cabe ressaltar que as associações normalmente ocorrem com medicamentos muito utilizados, e obviamente há que se verificar se a dosagem se adequa à sua prescrição. Mas é uma alternativa a ser considerada.

 

8.Custo da diabetes: fitas para glicosímetros

As tiras de teste de diabetes reúnem muita tecnologia em um espaço pequeno. As tiras de plástico são revestidas com uma camada muito fina de ouro.

 

Uma das extremidades da tira tem uma camada de produtos químicos, especialmente glicose oxidase, uma enzima que reage à glicose presente na gota de sangue. Eles absorvem seu sangue como uma esponja e transformam a glicose em eletricidade.

 

Um sinal elétrico viaja da extremidade da fita com sangue até o interior do medidor. O número que você vê no medidor é a velocidade da corrente elétrica. Mais açúcar no sangue significa um sinal mais forte, e por consequência um número maior no medidor de glicose no sangue.

 

É exigido que o medidor de glicose no sangue dê um resultado não maior ou menor que 15% dos valores obtidos em exames de laboratório, durante 95% do tempo, ou 19 vezes em 20 vezes por exemplo.

 

9.Custo da diabetes: a importância de medir a glicemia

Quando você tem uma suspeita de febre, você usa o termômetro para decidir se vai tomar algum medicamento, se é uma emergência e necessita de auxílio médico ou nada de anormal está acontecendo e foi somente uma sensação térmica e então pode relaxar. O que definiu a sua decisão? A resposta do termômetro. Pois o medidor de glicemia que você usa é o termômetro da sua diabetes, com o agravante que na maior parte do tempo você pode não sentir nada de anormal, mas mesmo assim a sua glicemia pode estar “febril” (muito alta ou baixa).

 

Medir a glicemia periodicamente é fundamental. É realmente muito importante. Essas medições poderão responder a perguntas como: qual foi a sua reação à refeição ou ao alimento de hoje? como seu organismo está reagindo aos medicamentos? estou tendo uma hipo ou hiperglicemia? posso diminuir meus medicamentos? tenho que trocar de medicamentos ou de dose? e tantas outras. Medir periodicamente e apresentar os resultados ao seu médico também ajudarão a obter um tratamento farmacológico muito mais adequado. Para mais informações, clique aqui.

 

Como um pequeno exemplo, um leitor relata que há alguns meses, fez uma medição em jejum e obteve resultados normais (até 100 mg/dL), mediu novamente, uma hora após o início do desjejum, para verificar o resultado de sua alimentação: 260, duas horas após: 138. Esse pico imediatamente após, não havia sido detectado até então (por meses). Para eliminar o pico, bastou dividir o café da manhã em duas etapas: a primeira no horário normal, a segunda, em torno de 10 horas da manhã, quando os hormônios do sono e da vigília já estavam estabilizados e o organismo já estava no modo “acordado” (para mais informações clique aqui). O teste de hemoglobina glicada (média dos últimos 2 a 3 meses) mostrou melhoras com esta simples medida, que somente foi possível graças à medição. O que aconteceria se não fosse detectada? Provavelmente a glicada se manteria em níveis ligeiramente altos ou pioraria, e o médico, sem mais informações, além da glicemia média (hemoglobina glicada) se veria diante da eventualidade de aumentar a dosagem de medicamentos ou realizar alguma substituição.

 

Custo da diabetes: a “saga” das fitas

Tiras normalmente são caras, afinal têm “ouro”. As fabricantes usam a estratégia das “impressoras” no seu comércio. O medidor assim como as impressoras têm um preço acessível, porém as fitas como os cartuchos de tinta têm um custo relativo alto (R$1,00 a R$ 2,00 por unidade de fita), e obviamente não é economicamente factível para a maioria medir a glicemia várias vezes ao dia, durante muitos dias. Ainda que aconselhável em diversas situações como mudanças de dieta, da rotina de exercícios, de medicamentos etc.

 

Além das sugestões já apresentadas acima, seguem algumas dicas específicas para a aquisição de tiras.

 

10. Custo da diabetes: fitas na internet

Pesquisar na Internet por ofertas usualmente nos levará a ofertas com 20 a 30% de desconto do preço usual no balcão da farmácia, o que, à primeira vista é um bom negócio.

 

Para descontos maiores que esses, esteja seguro da reputação/legitimidade da empresa que oferta o produto. Como fitas não são medicamentos, algumas empresas não farmacêuticas as comercializam. E como sempre, quando o negócio é bom demais para ser verdade, é porque provavelmente não seja.  

 

Não se esqueça de computar no custo, o valor do frete, pois numa aquisição de poucas unidades/caixas, o valor final com o frete incluso pode igualar ou ultrapassar o preço de balcão.

 

Não deixe de certificar-se da validade das fitas antes de fechar a compra. A maioria das ofertas são de fitas que vencem em alguns meses ou até em menos de um mês (quanto menor o prazo, maior o desconto). Então você deverá avaliar se efetivamente vai utilizá-las antes do final da validade.

 

E por fim, atente para o risco de não devolução deste tipo de compra pela internet, nos casos em que elas apresentem algum defeito (raros) ou nos casos em que você tenha se equivocado.

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3 passos para controlar a diabetes

 

11.Custo da diabetes: programas de assinatura de tiras

Muitos fabricantes e até mesmo redes de farmácias oferecem programas de assinatura.

 

Você recebe regularmente (normalmente todo mês) uma determinada quantidade de fitas por mês.

 

Porém, usualmente os preços não diferem de uma “oferta” razoável na farmácia mais próxima, e a quantidade tende a ser muito grande (150 fitas/mês, em média) para um usuário mediano.

 

De qualquer forma, para alguns pode ser uma opção a ser avaliada.

 

12. Atualize ou mude de aparelho

Os fabricantes normalmente dão garantia de longo prazo de que disponibilizarão (fabricarão) as fitas para determinados modelos de aparelhos. Porém com o tempo, com cada vez menos usuários para determinados modelos de medidores mais antigos, a fabricação perde escala e a margem de lucro vai caindo.

 

No lançamento de novos modelos, obviamente com mais recursos técnicos, interessa ao fabricante ganhar escala (vender bastante), obtendo o maior número possível de usuários para os novos modelos de medidores de glicemia.

 

Por conta dessa lógica econômica, diversos deles oferecem até a substituição gratuita do seu aparelho antigo por um modelo mais novo.

 

Á primeira vista parece atrativo: quem não quer o “último modelo”? Outrossim, partindo da lógica da “impressora”, a melhor avaliação a ser feita, sob o ponto de vista econômico, será perguntar “quanto custam as fitas deste modelo mais novo comparadas com o custo das que utilizo atualmente?” Normalmente há um ganho (algo entre 5 a 10%), pois há uma política agressiva de vendas para que os usuários atualizem seus aparelhos pelos motivos já explicados (ganhos de escala).

 

Expandindo o raciocínio, e porque não comparar com outros modelos de outros fabricantes, especialmente se as fitas forem (bem) mais econômicas?

 

Então, periodicamente, é uma boa rotina avaliar as alternativas de modelos mais novos ou modelos de outros fabricantes, frisando que o importante é avaliar os preços das tiras, que é onde estará, de longe, o maior gasto.

 

13.Custo da diabetes: atenção com a qualidade

Para evitar que o “barato saia caro”, caso tenha dúvidas sobre o fabricante ou sobre o modelo do medidor, a melhor recomendação é verificar no site da ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária (www.gov.br/anvisa/pt-br) os dados do fabricante, registro do medidor etc.

 

Assim você evita surpresas como essa notícia: “Cancelado registro de 16 modelos de glicosímetros. Dispositivos usados para medir os níveis de açúcar no sangue tiveram seu registro cancelado por não demonstrarem o nível de desempenho desejado.” (www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2018/cancelado-registro-de-16-modelos-de-glicosimetros).

 

14.Custo da diabetes: ouça a ciência

Certamente seu médico irá aconselhá-lo a ter uma alimentação saudável, fazer exercícios, realizar medições periódicas de glicemia, pressão, exames laboratoriais etc. Enfim o “pacote completo” para doenças metabólicas crônicas.

 

Cerca de 20% dos pacientes simplesmente não seguem as recomendações. Ou porque lhes faltam informações (até porque o assunto não é exatamente simples), ou simplesmente porque não querem. E continuam com alimentos processados e açúcares simples, como se nada houvesse acontecido. Não julgo, porque não é simples. E cada um tem a sua reação. Passei pelo mesmo fenômeno por meses após o diagnóstico.

 

Porém estejamos certos de que um determinado desfecho é inevitável. Esta postura irá levar a (muito) mais medicamentos, com possibilidade de necessidade de uso de insulina, e complicações variadas (olhos, rins, dores neuropáticas, doenças cardiovasculares etc.). A lista de possibilidades de complicações é extensa.

 

Então quanto antes se adote uma postura consciente sobre o assunto, menos custos (que é o tema aqui) e menos problemas de saúde. Sem citar que o estilo de vida recomendado auxilia não somente no controle da diabetes, mas à manutenção da saúde em geral.

 

A minha epifania, em particular, ocorreu quando, além da insulina, recebi a receita do sétimo comprimido diário. Foi a gota d´água!  Hoje (ainda) ainda são quatro, mas continuo trabalhando nisso! Caso, você tenha tido o seu momento de “descoberta” para mudar, deixe o seu depoimento nos comentários. Serão bem-vindos e especialmente utilizados, anonimamente, para inspirar outras pessoas. Às vezes, um empurrãozinho é tudo o que se precisa.

 

Para aqueles que ainda resistem a mudar recomendamos fortemente o documentário abaixo, legendado em português, que relata aonde a diabetes não tratada pode levar. Há uma chance de que ele possa ser o seu “momento de decisão”. E assim o “par de horas gasto” para escrever este artigo estará “bem pago”! 😊

 

glicemia em alta

GLICEMIA EM ALTA – DOCUMENTÁRIO SOBRE DIABETES

 

Logo, sua dieta e rotina de exercícios são uma parte importante do seu tratamento. Para alguns, ajustar eu estilo de vida pode ser o suficiente para controlar a diabetes sem a necessidade de medicamentos.

 

Se não quiser ou não puder frequentar uma academia, caminhar é uma atividade simples e ótima. Na verdade, qualquer atividade física que lhe pareça mais agradável (ou suportável) será muito bem-vinda. Vale até “varrer o chão” (serviços domésticos) como forma de se movimentar. Qualquer coisa que nos “tire de cima do sofá “.

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3 passos para controlar a diabetes

 

15.Custo da diabetes: use as mídias sociais para comprar, vender e negociar

Algumas pessoas com diabetes como você e eu, “encontram-se” nas mídias sociais, especialmente em grupos do Facebook e WhatsApp, para negociar seus suprimentos que não têm mais uso (glicosímetros, tiras, insulina). Ou mesmo fazendo ou pedindo doações.

 

Para encontrá-los comece pesquisando por termos como “Compra e venda de produtos ou suprimentos ou medicamentos para diabéticos” ou “doação de suprimentos para diabéticos”.

 

E mesmo que não tenha interesse em vender ou trocar, e tiver algo sem uso que possa ser utilizado, uma boa iniciativa certamente será fazer uma doação. Há muito diabéticos em situação de penúria, sem poder tratar da sua doença.

 

16.Custo da diabetes: a consulta ao médico

É importante tornar a visita ao médico o mais produtiva possível. Isso significa que você precisa se esforçar para entender sua doença, fazer perguntas, estar preparado (por exemplo, traga as suas medições de glicemia e pressão para ele avaliar).

 

Comente todos os fatos e sensações relevantes desde a última consulta.

 

Isso ajudará (muito) o seu médico a prescrever o tratamento mais adequado. E quanto melhor o tratamento melhor a evolução e o quadro geral da sua diabetes.

 

Aproveite e peça amostras grátis, especialmente se você estiver experimentando um novo produto ou ele for especialmente caro. Pelas minhas contas aproximadas, já economizei mais de R$ 1.500,00 usando amostras.

 

Então, peço licença pela aparente sovinice: “mas vergonha é jogar dinheiro fora”. Ainda que você tenha o suficiente para arcar com os custos, tenho uma forte convicção de que há maneiras melhores de gastá-lo.

 

17.Custo da diabetes: alimentação

Seguem algumas dicas para economizar na sua dieta, e que servem também para otimizar o seu tempo:

  • Planeje as refeições com antecedência, compre apenas os ingredientes de que precisa e prepare sua própria comida.
  • Alimentos prontos, congelados ou de restaurantes são bem mais caros. E honestamente, uma boa salada e um peito de frango grelhado não requerem “formação de chef de cozinha” para serem feitos!
  • Caso cozinhar em casa seja um desafio para você, comece devagar, com pequenos passos, um de cada vez.
  • Cozinhe grandes lotes e congele porções devidamente etiquetadas. Quase todos os alimentos podem ser congelados!
  • Leve o almoço para o trabalho em vez de comprá-lo – você economizará dinheiro e provavelmente comerá de maneira mais saudável.
  • Planeje seu cardápio com base no que você tem em casa. Pesquise online receitas saudáveis para os ingredientes disponíveis.
  • Aprenda a usar as sobras, inclusive planeje as sobras, cozinhando um pouco a mais.
  • Uma sopa rica e saudável, cheia de vegetais, é simples de fazer e ajuda a manter o peso.
  • Vegetais não têm, muitas vezes, um sabor marcante (daí a expressão de “gosto de chuchu” para algo sem gosto), mas adicionar ervas frescas e temperos nos pratos em geral, especialmente nas saladas, adiciona nutrientes e sabor, e pode ajudar a reduzir o sal e o açúcar.
  • Veja receitas que permitam o uso, ou reaproveitem, as cascas dos seus vegetais.

 

18.Custo da diabetes: o que NÃO fazer para (supostamente) economizar

Tomar menos insulina do que o necessário é muito perigoso e pode até ser mortal. O documentário Glicemia em Alta traz um exemplo do desfecho de um caso desses.

 

Quando os preços dos medicamentos sobem, as pessoas às vezes tomam menos do que precisam para economizar dinheiro. Mas não tomar os medicamentos prescritos pode causar (mais) problemas de saúde e pode acabar custando muito mais no tratamento posterior ou mesmo em uma internação, além de diminuir a qualidade de vida.

 

Não pule as doses e não divida comprimidos que não foram feitos para isso. Muitos simplesmente “viram pó”, ou seja, se esfacelam. Ou a dose pode ficar menor ou maior do que o prescrito.

 

Leve com você

A diabetes tem um tratamento caro e considerando que temos que seguir o tratamento por um longo prazo, esses custos se multiplicam pelos anos e tornam-se substanciais.

 

Economizar com o seu tratamento, sem perda de qualidade, ajudará a manter o tratamento adequado no tempo e, eventualmente, permitirá que utilizemos o “suado” dinheiro de formas mais agradáveis, como com a família ou “presenteando-nos” pelas pequenas vitórias.

 

Esperamos ter ajudado, e em caso de dúvidas, fique à vontade para escrever para [email protected] enviando suas sugestões, dúvidas ou críticas. Todas são bem-vindas.

 

Paz e saúde!

 

Recomendações

Para controle da diabetes através de uma alimentação saudável, dieta recomendada, receitas, livros gratuitos e outras publicações indicadas para diabéticos visite Produtos Recomendados neste site. Para saber mais, clique aqui.

 

Fontes:

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