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Para além das propagandas enganosas, ou de equivocadamente chamarmos controle ou remissão de cura, há pesquisas avançadas mundo afora buscando de fato uma cura para a diabetes. E elas estão avançando.

 

Estas pesquisas podem ser a oportunidade de evitarmos uma enormidade de complicações que podem ser causadas pela diabetes, e que podem atingir praticamente todo o organismo: dos pés ao cérebro.

 

Apresentamos aqui, três das mais promissoras pesquisa, para que você conheça os caminhos e as possibilidades existentes, e possa seguir a sua caminhada com uma esperança de melhores dias num futuro próximo.

 

Os medicamentos que utilizamos basicamente envolvem ou o uso de insulina exógena, a eliminação de açúcar do sangue pela urina, estímulos à diminuição da resistência à insulina ou ainda estimulantes de liberação de insulina pelas células beta do pâncreas ainda funcionais, porém a chave da cura, ou ao menos de um de um longo período de normal funcionalidade do pâncreas parece estar na multiplicação de novas células beta. Veja aqui como isso tem sido feito em promissoras pesquisas.

 

Esperamos que ajude. Paz e saúde!

 

A cura da diabetes: tipo 2

A diabetes tipo 2 é hoje um dos maiores problemas de saúde do mundo. Afeta mais de 400 milhões de pessoas. Se não for controlada, pode levar a complicações perigosas, como insuficiência renal, cegueira, ataque cardíaco e derrame. Mas, embora existam mais de 30 medicamentos diferentes no mercado para ajudar a controlar esta doença e prevenir esses problemas, nenhum oferece uma cura real.

 

Um dos motivos é que, até recentemente, não entendíamos muito bem o problema de forma completa. Duas décadas atrás, se você pedisse a um especialista em diabetes para explicar a causa da diabetes tipo 2, ele diria resistência à insulina.

 

A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que ajuda a glicose no sangue a entrar nas células dos músculos, fígado, entre outros, para ser usada na produção de energia. Mas quando você tem resistência à insulina, essas células musculares, gordurosas e hepáticas não respondem bem aos sinais da insulina. Como resultado, seu pâncreas precisa produzir mais e mais insulina para tentar manter a glicemia em patamares normais. Com o tempo, isso pode levar ao diabetes tipo 2.

 

A cura da diabetes tipo 1 e 2: troca de células alfa por células beta

Anticorpos que convertem células produtoras de glucagon, as células alfa do pâncreas, e “primas” das células beta, em produtoras de insulina curaram camundongos diabéticos.

 

O bloqueio dos receptores celulares para o glucagon, o contra hormônio da insulina, curou ratos com diabetes ao converter células produtoras de glucagon em produtoras de insulina, segundo uma pesquisa realizadas pelo Centro Médico da Universidade do Texas Southwestern.

 

Essa descoberta, publicada nos Anais da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, pode oferecer uma nova maneira de tratar tanto a diabetes tipo 1, como a diabetes tipo 2.

 

A cura da diabetes: células alfa

Na diabetes tipo 2, os tecidos do corpo desenvolvem resistência à insulina, fazendo com que as células beta morram de exaustão por secretarem quantidades cada vez maiores de insulina que permite a absorção de glicose pelas células.

 

Na diabetes tipo 1, que afeta cerca de 10% da população diabética, as células beta morrem em virtude de um ataque autoimune.

 

Ambos tipos de diabetes levam a níveis gravemente elevados de açúcar no sangue que eventualmente causam uma série de complicações, incluindo amputação de membros, perda de visão, danos renais, coma diabético e morte.

 

A maioria dos tratamentos para diabetes se concentra na insulina, mas sua contraparte – o hormônio glucagon, que é produzido pelas células alfa do pâncreas, tem recebido comparativamente menos atenção.

 

O glucagon se liga a receptores nas células do fígado, fazendo com que este órgão secrete glicose. Alguns estudos recentes sugerem que o esgotamento do glucagon ou o bloqueio de seu receptor pode ajudar a controlar melhor os níveis de glicose. Mas como esse fenômeno ocorre exatamente, ainda é desconhecido.

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A cura da diabetes: pesquisa com receptores de glucagon

Para responder a esta pergunta, pesquisadores do Centro de Pesquisa da Diabetes da Universidade do Texas usaram anticorpos monoclonais (proteínas feitas sinteticamente que agem como anticorpos humanos e ajudam o sistema imunológico a identificar e neutralizar a estrutura a que se ligam) contra o receptor de glucagon em ratos com diabetes.

 

Um fenômeno denominado apoptose faz com que as células beta, produtoras de insulina, morram de forma autônoma (uma espécie de “suicídio”) devido à presença de anticorpos no caso da diabetes tipo 1 e de glicose, gordura e também anticorpos no caso da diabetes tipo 2. A apoptose é progressiva na DM2, enquanto na DM1 é rápida e induzida por um processo autoimune irreversível.

 

Uma mutação genética introduzida em camundongos fez com que as células beta morressem seletivamente quando esses camundongos receberam um tratamento químico, simulando um processo diabético.

 

Quando as células beta desses animais se esgotaram, os pesquisadores administraram anticorpos monoclonais contra o receptor de glucagon. O tratamento com os anticorpos baixou substancialmente o açúcar no sangue dos roedores, um efeito que continuou mesmo semanas após o término do tratamento.

 

Investigações posteriores mostraram que o número de células no pâncreas desses animais aumentou significativamente, incluindo células beta.

 

Anticorpos monoclonais

Procurando pela origem desse efeito, os pesquisadores usaram uma técnica chamada rastreamento de linhagem para marcar as células alfa. Quando eles seguiram essas células alfa durante as divisões celulares, descobriram que o tratamento com anticorpos monoclonais fazia com que parte da população de células alfa produtoras de glucagon se convertesse em células beta produtoras de insulina.

 

Embora o teste realizado simule a mesma perda de células beta que ocorre na diabetes tipo 1 e tipo 2, ele não reproduziu o ataque autoimune que ocorre na diabetes tipo 1. Para verificar se as células beta poderiam se recuperar através da conversão de células alfa sob essas circunstâncias, os pesquisadores trabalharam com um modelo diferente de camundongo chamado camundongo diabético não obeso, no qual suas células beta morrem por meio de uma reação autoimune, à exemplo da diabetes tipo 1. Quando esses animais receberam uma dose de anticorpos monoclonais, as células beta reapareceram, apesar das células de defesa do organismo que as atacam ainda estarem ativas.

 

Anticorpos monoclonais são anticorpos produzidos por um único clone de um único linfócito, uma estrutura de defesa de organismo, que é clonado e produz sempre os mesmos anticorpos, em resposta a qualquer organismo ou estrutura que possa significar uma ameaça.

 

A cura da diabetes: células humanas

Em um terceiro modelo animal que imita mais de perto um sistema humano, os pesquisadores injetaram células alfa e beta humanas em camundongos diabéticos não obesos e imunodeficientes – células suficientes para produzir somente a insulina necessária para tornar os animais quase diabéticos.

 

Quando esses camundongos receberam anticorpos monoclonais contra o receptor de glucagon, suas células beta humanas aumentaram em número, protegendo-os contra a diabetes, e sugerindo que esse tratamento poderia fazer o mesmo com as pessoas.

 

A cura da diabetes: nova droga

Hoje sabemos que parte do problema da diabetes também está nas células beta. Estas são as células do pâncreas que realmente produzem a insulina.

 

Nossos corpos produzem a maioria de nossas células beta nos primeiros anos de nossa vida. Mas algumas pessoas têm mais células beta do que outras. Como resultado, se elas começarem a desenvolver resistência à insulina mais tarde na vida, seus corpos ainda terão células beta suficientes para manter a produção de insulina. Mas se não o fizerem, as células beta que eles têm trabalham muito e, eventualmente, morrem. Estas são as pessoas que acabam com diabetes tipo 2.

 

Um estudo desenvolvido no Hospital Monte Sinai, Estados Unidos, busca encontrar medicamentos que possam regenerar essas células beta produtoras de insulina.  Foi identificada uma droga que pode fazer exatamente isso, chamada harmina. Essa droga, que ocorre naturalmente em várias plantas ao redor do mundo, bloqueia uma enzima nas células beta chamada DYRK1A.

 

O efeito deste bloqueio é a multiplicação das células beta. Em camundongos diabéticos, a harmina triplicou o número de células beta, o que restaurou os níveis de açúcar no sangue ao normal.

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A cura da diabetes: combinação de medicamentos

Embora isso seja promissor, concluiu-se que essa abordagem não seria suficiente para se ter resultados semelhantes em humanos.

 

Foi então realizada a combinação do harmina com outra classe de medicamentos para diabetes tipo 2, conhecidos como agonistas do GLP1R (alguns exemplos são exenatida, liraglutida e lixisenatida). Esses medicamentos estimulam as células beta a liberarem insulina após a ingestão de alimentos, entre outros efeitos.

 

Se esse coquetel de drogas funcionar adequadamente, teremos potencialmente um novo medicamento que pode produzir células beta e estimulá-las a liberarem a insulina.

 

Os testes

Células beta de pessoas normais e pessoas com diabetes tipo 2 foram cultivadas e posteriormente transplantadas para camundongos. Quando combinadas com harmina e qualquer medicamento agonista GLP1R atualmente disponível no mercado, grandes melhorias foram obtidas.

 

Harmina sozinha faz com que as células beta cresçam cerca de 2% em um período de 24 horas. Mas na presença de um agonista de GLP1R, esse crescimento salta para cerca de 8%. Em alguns casos, o número de células beta aumentou em até 40% em apenas 4 dias.

 

A cura da diabetes: uma mudança radical

No momento, a pesquisa busca encontrar maneiras de garantir que esses medicamentos sejam administrados diretamente nas células beta, e vem tentando anexá-los a anticorpos monoclonais, moléculas que podem “entregar” os medicamentos diretamente para as células beta.

 

Atualmente todos os medicamentos para diabetes tipo 2 atuam na redução da absorção de glicose ou na liberação de insulina pelo pâncreas. Mas assim que você para de tomá-los, a glicemia alta retorna.

 

A única solução atual permanente disponível é a cirurgia bariátrica, que leva a uma perda significativa de peso e pode muitas vezes causar remissão da diabetes por muitos anos. Mas não é uma boa estratégia tratar 400 milhões de pessoas com cirurgias.

 

Além disso, ela reverte o açúcar elevado no sangue, mas não as complicações que aconteceram por causa do diabetes. É caro e, por se tratar de uma cirurgia, acarreta um tempo de recuperação significativo e riscos.

 

Porém com uma combinação de drogas orais, teremos potencialmente um novo medicamento que pode praticamente “curar” milhões e milhões de pessoas em todo o mundo.

 

A cura da diabetes: perspectivas de uso em humanos

Ser capaz de transformar células alfa em células beta pode ser especialmente promissor para os diabéticos tipo 1, pois mesmo após décadas de um ataque autoimune às células beta, os diabéticos tipo 1 ainda têm grandes quantidades de células alfa. Não são todas as células do pâncreas que morrem, mas especificamente as células beta, tornando esse um tratamento viável para qualquer pessoa com diabetes tipo 1.

 

Ser capaz de produzir insulina endógena traz vantagens significativas sobre as injeções e bombas de insulina usadas por diabéticos tipo 1 e alguns com tipo 2.

 

Embora os diabéticos tipo 1 e tipo 2 façam o possível para manter a glicose sob controle, ela normalmente flutua bastante ao longo do dia, mesmo com uma bomba de insulina de última geração.  Ter células beta funcionais pode ajudar a restaurar uma regulação natural muito melhor, melhorando muito a regulação da glicose e a qualidade de vida.

 

A cura da diabetes: células tronco

Um cidadão canadense foi o primeiro a receber uma terapia experimental com células-tronco com o objetivo de reverter seu diagnóstico de diabetes tipo 1, em um estudo do Centro de Diabetes do Hospital Geral de Vancouver – Canadá.

 

O tratamento com células-tronco gira em torno de restaurar a capacidade natural do corpo de produzir insulina.

 

Até agora, a terapia com células-tronco só havia sido testada em camundongos diabéticos, com resultados positivos. Se os testes em humanos produzirem resultados semelhantes, este novo tratamento pode levar à cura da diabetes tipo 1.

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A cura da diabetes tipo 1: terapia

O processo envolve a implantação de três “pacotes” muito finos de células sob a pele do abdômen de um paciente, que têm cerca da metade do tamanho de um cartão de visitas.

 

Hoje, 40 pacientes com diabetes tipo 1, submetidos à terapia com células-tronco, estão sendo monitorados pelo período de dois anos para validar que as células-tronco fabricadas quimicamente produzem insulina.

 

A cura da diabetes tipo 1: riscos

Em primeiro lugar, as células do corpo irão atacar naturalmente os pacotes de células estranhas que estão sendo implantados no corpo, o que significa que os pacientes são forçados a usar os mesmos medicamentos que os pacientes de transplantes de órgãos.

 

Essa imunossupressão aumenta os riscos de infecções, e o uso desses medicamentos por cinco anos ou mais tem sido associado a maiores riscos de câncer.

 

Por essas razões, as 40 pessoas do teste são pacientes que apresentam maior risco de complicações de diabetes tipo 1, incluindo o residente de Vancouver mencionado anteriormente.

 

Joshua

O paciente de Vancouver de 40 anos, Joshua Robertson, se encaixava no perfil do tipo de paciente de que os pesquisadores precisavam, pois raramente experimenta sinais de alerta associados à queda do açúcar no sangue. Isso pode incluir tremores e sudorese, o que pode causar convulsões ou perda de consciência.

 

Os resultados foram positivos até aqui para Robertson, que passou quatro noites sob observação por causa dos efeitos colaterais da imunossupressão, incluindo calafrios e aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial. Ele precisou até de um analgésico opioide para controlar a “queima intensa” que sentia nos pacotes de células-tronco.

 

Mas os benefícios potenciais do tratamento experimental valem a pena, diz Robertson: “Vivi 30 anos sem [diabetes tipo 1] e 10 anos com ela”, disse ele. “Eu gostaria de voltar à vida normal.”

 

A cura da diabetes tipo 1: futuro

Os engenheiros já estão desenvolvendo um novo design de pacote que seja menos invasivo, e que elimine a necessidade de imunossupressão, através de uma membrana que seja permeável a tudo, exceto ao sistema imunológico.

 

No curto prazo os pesquisadores avaliarão o sucesso do ensaio com base na produção de insulina a partir destas células.

 

Nos roedores, as células-tronco estimuladas a se tornarem células beta levaram de dois a oito meses para começarem a produzir insulina, o que deve acontecer mais cedo ou mais tarde em humanos. Fiquemos à espera.

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Leve com você

A cura ou ao menos um tratamento que tenha efeitos de longa duração certamente está cada vez mais próximo.

 

Vamos acompanhar de perto estes progressos e neste meio tempo estimularmo-nos a seguir as melhores práticas no controle da glicemia, para quando alguns desses tratamentos estiverem disponíveis, tenhamos poucas ou nenhuma complicações provenientes da diabetes e possamos retornar a uma vida normal.

 

Esperamos ter ajudado. Paz e saúde!!

 

Recomendações

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Fontes:

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