DIABETES E PROBLEMAS SEXUAIS MASCULINOS E FEMININOS: CAUSAS, PREVENÇÃO E TRATAMENTOS

diabetes e problemas sexuais

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A diabetes pode afetar praticamente todos os órgãos do corpo. E os órgãos sexuais não estão a salvo desses problemas.

 

Sexo é bom não só para a diabetes, mas também para o coração e para o fluxo sanguíneo, ajuda a dormir e melhora o humor.

 

Saiba como esses problemas ocorrem, e em especial como evitar e tratar os problemas sexuais causados pela diabetes em homens e mulheres.

 

Diabetes e problemas sexuais masculinos

O açúcar elevado no sangue pode afetar os nervos, os vasos sanguíneos e o fluxo sanguíneo em todas as partes do corpo – inclusive no pênis. Para homens com diabetes tipo 1 ou 2, a disfunção erétil é uma complicação comum causada pelos níveis elevados de açúcar no sangue.

 

Felizmente, a disfunção erétil também é algo que muitas vezes podemos prevenir, controlar e tratar.

 

Diabetes e problemas sexuais: causas e opções de tratamento da disfunção erétil

 

O que é disfunção erétil?

Disfunção erétil (DE) é a incapacidade de obter ou manter uma ereção firme o suficiente para participar da relação sexual, de acordo com a Fundação de Bem-Estar e Pesquisa da Diabetes.

 

O que acontece durante uma ereção saudável

Em um homem saudável, uma ereção começa quando seu cérebro e / ou terminações nervosas em seu pênis recebem alguns sinais. Este sinal (excitação) faz com que o músculo liso ao longo da haste do pênis relaxe, o que aumenta o fluxo sanguíneo no tecido esponjoso que corre ao longo da haste do pênis.

 

Para garantir o fluxo sanguíneo adequado ao pênis, os vasos sanguíneos liberam óxido nítrico na corrente sanguínea. Este produto químico diz aos músculos lisos do seu pênis para relaxarem, o que permite um fluxo sanguíneo abundante.

 

Isso significa que há significativamente mais sangue dentro do pênis do que quando ele não estava excitado.

 

Conforme o fluxo sanguíneo aumenta, a pressão dentro do tecido esponjoso aumenta, e o pênis se expande. Conforme a pressão no pênis aumenta, as veias que drenam o sangue para fora do pênis são comprimidas – prendendo o sangue dentro do pênis – e uma ereção é alcançada.

 

E então, quando um homem ejacula ou não está mais excitado, a pressão diminui, o excesso de sangue flui do pênis e ele retorna ao estado usual.

 

Diabetes e problemas sexuais: o que acontece durante a disfunção erétil?

Em um homem com disfunção erétil, há várias coisas que podem interferir na função dos músculos lisos, na liberação de óxido nítrico e na restrição do fluxo sanguíneo.

 

A disfunção erétil pode, na verdade, ser o resultado de um problema no sistema vascular, endócrino ou nervoso.

 

Também pode estar relacionada a um medicamento ou a outro problema de saúde.

 

Identificar a causa exata da disfunção erétil pode levar algum tempo. Um especialista provavelmente examinará os seguintes aspectos de saúde:

  • Atividade sexual
  • História sexual
  • Exame físico
  • Sinais de danos nos nervos em outras partes do corpo
  • Sinais de problemas de circulação em todo o corpo
  • Análise da urina
  • Níveis de colesterol
  • Função do fígado
  • Função renal
  • Níveis de testosterona
  • Questões psicológicas

 

Causas mais comuns da disfunção erétil

Estas são as causas mais comuns e prováveis ​​de disfunção erétil, de acordo com o Instituto Nacional de Diabetes e Doenças Digestivas e Renais:

 

Condições de saúde que podem causar disfunção erétil:

  • Diabetes
  • Alcoolismo
  • Obesidade
  • Tabagismo
  • Falta de exercícios
  • Uso de drogas ilegais
  • Doenças cardíacas e circulatórias
  • Aterosclerose
  • Pressão alta
  • Doença renal crônica
  • Esclerose múltipla
  • Lesões de tratamentos de câncer de próstata, incluindo radioterapia e cirurgia de próstata
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Condições psicológicas que podem causar disfunção erétil:

  • Ansiedade
  • Depressão
  • Estresse sobre o desempenho sexual ou estresse em geral

 

Medicamentos que podem causar disfunção erétil:

  • Medicamentos para pressão arterial
  • Medicamentos usados ​​na terapia do câncer de próstata
  • Antidepressivos
  • Tranquilizantes ou sedativos – medicamentos que provocam calma e sonolência
  • Supressores de apetite ou medicamentos que diminuem a fome
  • Medicamentos para úlcera

 

Diabetes e problemas sexuais: causa diabética da disfunção erétil

Cinquenta por cento dos homens com diabetes sofrerão de disfunção erétil, conforme a Fundação de Bem-Estar e Pesquisa da Diabetes.

 

Além disso, a disfunção erétil pode se desenvolver de 10 a 15 anos mais cedo em um homem com diabetes do que em um não diabético, devido ao alto nível de açúcar no sangue que pode afetar os nervos e os vasos sanguíneos do pênis.

 

Vasos sanguíneos danificados

O óxido nítrico desempenha um papel crítico no aumento do fluxo sanguíneo no pênis durante a excitação.

 

Em um homem com níveis cronicamente elevados de açúcar no sangue, os vasos sanguíneos sofrem danos contínuos que interferem significativamente com sua capacidade de liberar óxido nítrico.

 

Isso significa que os músculos lisos não relaxam adequadamente e o sangue não pode fluir totalmente para o pênis para criar uma ereção.

 

Terminações nervosas danificadas

Assim como altos níveis de açúcar no sangue podem danificar as terminações nervosas dos dedos das mãos e dos pés, pode danificar também os nervos do pênis que fazem com que se sinta o prazer do sexo. Esse sintoma também é verdadeiro para as terminações nervosas no clitóris de uma mulher.

 

Isso significa que há duas questões que atuam contra a capacidade de se desfrutar o sexo: dificuldade em obter e manter uma ereção e dificuldade em sentir o prazer físico do sexo, o que pode prejudicar sua capacidade de ejacular.

 

Diabetes e problemas sexuais: tratamento da disfunção erétil

 

Melhorar o açúcar no sangue

Em primeiro lugar, é fundamental melhorar os níveis de açúcar no sangue.

 

Nenhuma quantidade de Viagra vai realmente ajudar se o corpo continuar a sofrer os danos causados ​​por níveis sempre elevados de açúcar no sangue.

 

Ajustar medicamentos, nutrição e exercícios para reduzir o açúcar no sangue a níveis mais saudáveis é a primeira opção.

 

Simplesmente baixar a média de açúcar no sangue pode ter um grande impacto na disfunção erétil, e também em outros aspectos da saúde.

 

Medicamentos para melhorar as ereções

Eles atuam aumentando o fluxo sanguíneo para o pênis quando um homem está sexualmente excitado.

 

Consultar um médico sobre a melhor opção para o caso individual é a melhor forma de determinar o medicamento mais adequado às condições de saúde de um diabético.

 

Não se deve tomar esses medicamentos se:

  • Fizer uso de medicamento contendo nitrato para dor no peito
  • Usar bloqueador alfa para hipertensão ou problemas de próstata
  • Tiver pressão alta ou baixa
  • Histórico de derrame ou ataque cardíaco nos últimos 6 meses
  • Doença renal ou hepática

 

Diabetes e problemas sexuais: identificação do problema

A disfunção erétil é um problema muito comum entre diabéticos, mas correr até um médico para obter uma receita de Viagra não é necessariamente a resposta mais adequada.

 

Entender primeiramente a causa do problema antes de determinar o melhor plano de tratamento é o melhor caminho para uma solução mais duradoura e menos arriscada.

 

E, obviamente, temos de trabalhar sempre, por causa desse e de outros motivos, para melhorar também os níveis de açúcar no sangue.

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Diabetes e problemas sexuais: como a diabetes afeta a saúde sexual das mulheres

Uma diabética pode ter relações sexuais dolorosas ou dificuldades para ficar excitada, já que 35% das mulheres com diabetes têm problemas sexuais.

 

Isso não significa que se tenha que viver com eles. Há formas de retomar uma vida sexual normal.

 

Algumas questões femininas podem ser mais complexas de tratar do que as masculinas, mas a maioria dos casos tem tratamento. Não há razão para qualquer mulher com diabetes negar a si mesma a oportunidade de ter uma vida sexual plena e prazerosa.

 

Diabetes e problemas sexuais: desafios para as mulheres

As causas dos problemas sexuais em mulheres com diabetes são menos claras do que em homens diabéticos.

 

Mas danos nos nervos, diminuição do fluxo sanguíneo para os tecidos vaginal e genital e mudanças de humor e hormonais parecem ter um papel importante.

 

Problemas comuns incluem:

  • Secura vaginal. Esta é a maior reclamação sexual em mulheres com diabetes. A secura vaginal é duas vezes mais provável em diabéticas. Caso se esteja na menopausa ou pós-menopausa, a causa pode estar na menor quantidade do hormônio feminino estrogênio. Outra causa são os danos aos nervos que lubrificam a vagina. A secura vaginal pode se tornar um problema doloroso. A dor pode provocar tensão e causar dor mais intensa ou simplesmente a recusa absoluta ao sexo.
  • Infecções vaginais. As infecções do trato urinário (ITU) podem tornar o sexo doloroso. As infecções por fungos também podem causar dor durante o sexo, bem como secura vaginal. Diabetes mal controlada pode levar à presença de fungos e outras infecções vaginais segundo a Associação Americana de Diabetes.
  • Problemas com o desejo sexual e orgasmo. Pode ser mais difícil “entrar no clima” ou chegar ao clímax. Problemas com orgasmos são uma preocupação para muitas diabéticas. Um estudo científico descobriu que mulheres que usaram insulina tinham 80% mais chances de ter problemas para atingir o orgasmo do que mulheres que não têm diabetes.

 

Como voltar à normalidade

Para alguns problemas sexuais, uma solução rápida pode ser suficiente. Para outros, pode ser necessária uma abordagem um pouco mais complexa.

 

Cerca de 80% das mulheres com diabetes não mencionam questões sexuais com seus médicos. O médico pode identificar as possíveis causas e recomendar tratamentos. Uma alternativa para quem não se sente à vontade para conversar com o médico sobre sexo, é buscar um especialista em medicina sexual.

 

Os problemas sexuais podem ter muitas causas, e algumas podem nem estar relacionadas à diabetes. Medicamentos, como alguns antidepressivos e antibióticos, podem causar efeitos colaterais sexuais. Outros problemas ou hábitos de saúde, como fumar e beber álcool também podem influenciar.

 

Uso de lubrificantes

Lubrificantes vaginais podem facilitar o caminho para um sexo melhor. Eles podem inclusive ser úteis para uso regular, se houver um desconforto contínuo.

 

Se a diabética estiver na menopausa ou pós-menopausa, um anel ou creme de estrogênio de baixa dosagem pode ajudar. Estrogênio aplicado dessa forma não é totalmente absorvido. Portanto, há menos risco de doenças cardíacas, derrame cerebral e câncer.

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Medicamentos

Há ainda comprimidos sem estrogênio que podem ajudar nas relações sexuais mais dolorosas após a menopausa. O ospemifeno atua ajudando a tornar a vagina mais espessa e menos frágil. A bula adverte sobre o aumento do risco de acidente vascular cerebral, trombose venosa profunda e câncer endometrial.

 

Exercícios

O exercício pode melhorar a vida sexual de várias maneiras. Ele reduz o estresse, melhora a flexibilidade, libera hormônios que produzem bem-estar e pode proporcionar uma boa aparência.

 

Tratamento antidepressivo

A depressão não é incomum para muitas mulheres com diabetes. Fazer uma avaliação e seguir um tratamento em caso de diagnóstico positivo é a melhor alternativa disponível. Aconselhamento, eventualmente antidepressivos ou uma combinação de ambos podem ajudar. O aconselhamento também pode ajudar nos casos de ansiedade originada pela dor.

 

Dietas saudáveis

Em um estudo de 2010, mulheres com diabetes que consumiram uma dieta focada em frutas, vegetais, leguminosas e grãos integrais relataram estar mais satisfeitas com o sexo do que aquelas que consumiram uma dieta tradicional. Uma dieta de baixo carboidratos pode melhorar os níveis de açúcar no sangue protegendo contra problemas de saúde relacionados com a diabetes.

 

Controle da glicemia

Manter os níveis de açúcar no sangue, pressão arterial e colesterol sob controle é muito importante para o bem-estar geral, inclusive para a saúde sexual. Entre outros benefícios, há menor chance de contrair infecções no trato urinário e fungos vaginais.

 

Leve com você

Os problemas sexuais em diabéticos, sejam homens ou mulheres, não são nada incomuns.

 

Há diversos tratamentos que podem ser utilizados na busca de uma solução, mas, como sempre, manter uma glicemia controlada, prática de exercícios físicos, bom sono e evitarão máximo o estresse são os mais indicados e vão ajudar não somente a vida sexual do paciente, mas sua saúde geral.

 

Esperamos ter ajudado. Paz e saúde!

 

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Fontes

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