DIABÉTICO DEVE TOMAR VITAMINA D? ELA REALMENTE BAIXA A GLICEMIA?

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A vitamina D se tornou um dos principais focos da pesquisa da diabetes nos últimos anos. Embora estudos após estudos continuem a apontar uma conexão entre a vitamina D e diabetes tipo 1 e 2, há ainda certa incerteza nas pesquisas.

 

O que é vitamina D e como ela atua no organismo?

A vitamina D é uma vitamina solúvel em gordura que desempenha um papel crítico em muitos aspectos do funcionamento do corpo humano.

 

Os níveis ideais de vitamina D em um exame de sangue para pessoas saudáveis devem ser maiores de 20 ng / mL. Para diabéticos e outros grupos de risco, os níveis recomendados são entre 30 e 60 ng/ml, segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabolia.

 

Esta é uma janela bastante ampla, e certos profissionais de saúde podem orientar seus pacientes a atingirem níveis mais próximos do limite superior dessa faixa. Muitos acreditam que aumentar a quantidade de vitamina D para cerca de 60-80 ng / ml pode ajudar a manter os níveis de glicose no sangue sob controle.

 

O nível adequado de vitamina D varia de pessoa para pessoa. A única maneira de ter certeza de que seus níveis de vitamina D estão adequados é através de um exame de sangue chamado 25-hidroxivitamina D ou 25 (OH)D.

 

Funções da vitamina D no organismo

O Instituto Nacional de Saúde informa que a vitamina D age no organismo das seguintes formas:

  • Melhora potencial dos níveis de açúcar no sangue e da sensibilidade à insulina
  • Manutenção da resistência óssea, garantindo a absorção do cálcio
  • Fundamental na manutenção da musculatura
  • Comunicação do cérebro com outras áreas do corpo
  • Manutenção do humor e atuação no combate à depressão
  • Aumento da capacidade do sistema imunológico no combate a bactérias e vírus
  • Atua na regulação do apetite e influi no peso total do indivíduo

 

Tipos de vitamina D

Embora existam dois tipos principais de vitamina D – D2 e ​​D3 – aquela que precisamos e sintetizamos quando nossa pele é exposta aos raios ultravioleta do sol é a D3.

 

A vitamina D2 é uma versão sintética chamada ergocalciferol, que tem uma vida útil mais curta, enquanto a vitamina D3 (também conhecida como colecalciferol) é aquele que é produzida pelo corpo após a exposição aos raios ultravioleta-B do sol.

 

Estudos mostraram que a vitamina D3 é mais de três vezes mais eficaz do que a vitamina D2.

 

Diabéticos e outros grupos de risco de deficiência de vitamina D

Além de diabéticos, o Instituto nacional de Saúde identificou os seguintes grupos como os de maior risco de se tornarem deficientes em vitamina D:

  • Bebês em amamentação
  • Idosos
  • Pessoas com baixa exposição ao sol
  • Pessoas de pele escura
  • Pessoas com doença inflamatória intestinal (DII) ou condições semelhantes
  • Pessoas obesas ou que passaram por cirurgia de redução do estômago

 

Quanto maior a quantidade de gordura corporal, mais difícil será a circulação da vitamina D sintetizada do sol.

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Deficiência de vitamina D em pacientes com comorbidades

Pacientes com problemas hepáticos ou renais costumam apresentar baixos níveis de vitamina D3.

 

Pacientes com distúrbios gastrointestinais – incluindo doença celíaca, pancreatite e níveis baixos de bile – também podem ter dificuldade em manter níveis saudáveis ​​de vitamina D3 porque seu intestino delgado não a absorve adequadamente.

 

Sinais de deficiência de vitamina D em diabéticos

Os sinais de deficiência de vitamina D são:

  • Ficar doente doente frequentemente devido à baixa imunidade
  • Sentimentos persistentes de cansaço e fadiga
  • Dor nos ossos ou nas costas
  • Depressão ou perda de entusiasmo
  • Feridas que curam lentamente
  • Osteoporose e perda de densidade óssea
  • Queda persistente de cabelo
  • Dores sem causa explicável

 

Todo diabético têm deficiência de vitamina D?

Através dos diversos estudos realizados ainda não se pode afirmar com segurança qual é a relação da deficiência da vitamina D. Se é causa ou consequência da diabetes. Mas há segurança em afirmar que ambas as condições podem ser observadas simultaneamente com frequência.

 

Quem tem diabetes tipo 2 pode tomar vitamina D?

As pesquisas sobre vitamina D e diabetes tipo 2 mostram resultados conflitantes entre si. Independentemente disso, há evidências suficientes para demonstrar uma relação clara entre as duas.

 

Vitamina D e glicemia

Um estudo realizado no Líbano determinou que a suplementação tem um impacto positivo no risco do desenvolvimento de diabetes tipo 2 e nos níveis de açúcar no sangue em diabéticos tipo 2.

 

Níveis baixos de vitamina D e diabetes tipo 2: o que veio primeiro?

Um estudo feito na Itália encontrou dados consistentes que sustentam a teoria de que a suplementação de vitamina D pode reduzir o risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2.

 

O estudo enfatizou que eles não têm certeza se os baixos níveis de vitaminas D contribuíram para o desenvolvimento da diabetes tipo 2, ou se baixos níveis de vitamina D são uma consequência da doença.

 

Vitamina D e hemoglobina glicada

Um estudo feito nos Estados Unidos percebeu uma redução modesta nos níveis da hemoglobina glicada no grupo que recebeu suplementação com D3 em comparação com o grupo que recebeu placebo e praticamente nenhuma mudança nos níveis de açúcar no sangue em jejum.

 

Deficiência de vitamina D e retinopatia diabética

Um estudo desenvolvido na China descobriu que os níveis de vitamina D provavelmente desempenhem um papel significativo no desenvolvimento de retinopatia diabética em pacientes com diabetes tipo 2.

 

Quinze estudos observacionais envolvendo mais de 17 mil indivíduos demonstraram que aqueles que apresentaram deficiência em vitamina D tiveram um risco ou incidência significativamente maior de retinopatia diabética.

 

Quem tem diabetes tipo 1 pode tomar vitamina D?

A conexão entre a vitamina D e o diabetes tipo 1 já foi determinada com bastante clareza por meio de pesquisas, mas ainda há muitas dúvidas.

 

Suplementos de vitamina D na infância reduzem o risco de diabetes tipo 1

Em um estudo realizado no Canadá descobriu-se que doses diárias de 2.000 UI / d durante a primeira infância reduziram o risco de desenvolvimento de diabetes tipo 1 em até 80 por cento ao longo dos primeiros 30 anos de sua vida.

 

O mesmo estudo determinou que o “tratamento” regular com vitamina D (suplementos e exposição ao sol) melhorou os níveis de açúcar no sangue e a sensibilidade à insulina em todos os tipos de diabetes e também em não diabéticos.

 

Eles também descobriram que os pacientes com deficiência de vitamina D tiveram uma melhora acentuada em seus níveis de hemoglobina glicada após o uso de suplementos de vitamina D.

 

Crianças com diabetes tipo 1 geralmente apresentam níveis baixos de D3

Um estudo no Reino Unido descobriu que uma porcentagem bastante significativa de crianças e adolescentes com diabetes tipo 1 tinha baixas concentrações de vitamina D.

 

Outro estudo na Finlândia – um país com a maior concentração de diagnósticos de diabetes tipo 1 em todo o mundo – descobriu que crianças com histórico de raquitismo (que é caracterizado por deficiência grave de vitamina D) tinham uma probabilidade quatro vezes maior de desenvolverem diabetes tipo 1.

 

A teoria desenvolvida diz que os níveis de vitamina D estão diretamente ligados a um defeito na regulação das células T, que desempenham um papel crítico em um sistema imunológico saudável.

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Diabetes tipo 1 e histórico familiar de deficiência de vitamina D

Um estudo realizado no Catar descobriu que a porcentagem de crianças com diabetes tipo 1 que também tinham histórico familiar de deficiência de vitamina D era notavelmente maior do que em crianças não diabéticas, 35% em comparação com 23%.

 

A progressão do início da doença pode não estar relacionada aos níveis de vitamina D

A Associação Americana de Diabetes informa que níveis baixos de vitamina D são comuns em diabéticos tipo 1. Crianças com múltiplos anticorpos positivos (possível indício de diabetes tipo 1) parecem ter níveis menores de vitamina D do que outras populações.

 

Apesar disso, os pesquisadores se dividem e há aqueles que acreditam que a vitamina D não tem influência na progressão e eventual aparecimento da doença, alegando que a deficiência de vitamina D precede o início da diabetes tipo 1, e pode ser consequência de uma resposta imunológica.

 

Como os diabéticos podem aumentar os níveis de vitamina D?

A vitamina D é uma vitamina solúvel em gordura – o que significa que o organismo não excreta quantidades excessivas dela através da urina, como outras vitaminas solúveis em água. o que significa que é possível consumir muita D3.

 

O nível mínimo de vitamina D no sangue para diabéticos é de 30 ng / mL. Esforçar-se para aumentar isso para 50 é uma meta válida pelos muitos benefícios e funções que ela desempenha na melhoria da saúde, na opinião de alguns profissionais de saúde.

 

Melhores fontes de vitamina D para diabéticos

 

Luz do sol

O sol é absolutamente a fonte mais poderosa de vitamina D.

 

Estima-se que 5 a 30 minutos de exposição ao sol entre as 10h e as 15h pelo menos duas vezes por semana sem protetor solar e com o rosto, braços, pernas ou costas expostos é suficiente para cobrir as necessidades de vitamina D.

 

Claro, que com o sol vem o risco de queimaduras solares e raios ultravioleta que aumentam o risco de câncer de pele. O filtro solar é fundamental para prevenir o câncer de pele, mas é também uma barreira para obter vitamina D adequada do sol.

 

Idosos e pessoas com tons de pele escuros precisarão de mais tempo de exposição ao sol para poderem sintetizar a vitamina D.

 

Simplesmente se sentar perto de uma janela com a luz do sol entrando provavelmente não permitirá a produção de vitamina D de forma adequada. O mais indicado é estar do lado de fora para a produção da vitamina.

 

Suplementos de vitamina D para diabéticos

Embora algumas instituições de saúde recomendem vários milhares de UI de vitamina D diariamente para aumento dos seus níveis, o Instituto Nacional de Saúde apresenta recomendações mais modestas:

  • Bebês: 400 UI (10 mcg)
  • Crianças de 1 a 18 anos: 600 IU (15 mcg)
  • Adultos de 19 a 70 anos: 600 IU / (15 mcg)
  • Mais de 70 anos: 800 IU (20 mcg)

 

Há diversos suplementos de vitamina D3 na forma de comprimidos, líquidos ou mastigáveis. É um dos suplementos mais acessíveis e fáceis de serem encontradas.

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Alimentos com vitamina D indicados ou não para diabéticos

A maioria dos alimentos que incluem as palavras “boa fonte de vitamina D” ou “fortificado com vitamina D” em seus rótulos contém vitamina D2 que é inferior.

 

Ao comprar alimentos ou suplementos ricos em vitamina D, certifique-se de verificar qual ‘tipo’ de vitamina D cada produto contém. A melhor opção é a D3.

 

Os seguintes alimentos são fonte de vitamina D3, mas não são a forma ideal de consumo, se forem sua única fonte de vitamina D.

  • Salmão
  • Atum
  • Cavalinha
  • Óleos de fígado de peixe
  • Bife de fígado
  • Queijo
  • Gemas de ovo
  • Nozes

 

Atenção aos preços dos suplementos de vitamina D

A maioria dos multivitamínicos fornece uma dosagem diária de 400 Unidades Internacionais (UI), porém alguns suplementos comercializados em farmácias contêm doses maiores.

 

Logo é importante verificar a dosagem recomendada pelo seu médico e avaliar as opções.

 

Se você é uma pessoa atenta aos seus gastos, fale com seu médico para obter uma receita para manipulação da dose indicada para seu caso.

 

Normalmente o consumo do suplemento se dá uma única vez no decorrer da semana.

 

Marcas “famosas” têm um preço de até 3 vezes o custo usual da mesma dose de calciferol dispensado em uma farmácia de manipulação.

 

Cabe frisar que escolher uma farmácia de manipulação confiável é também bastante importante.

 

Leve com você

É importante realizar um exame laboratorial periódico para avaliar os seus níveis de vitamina D e discutir com seu médico sobre a melhor forma de suplementá-la, caso necessário. Até lá, não deixe de tomar um saudável banho de sol sempre que possível.

 

Lembrando que a Associação Americana de Diabetes menciona taxativamente em suas orientações para profissionais de saúde que lidam com diabéticos que não há evidências claras que suplementação com vitaminas, minerais (como cromo e vitamina D), ervas e chás (como canela e aloe vera) podem melhorar os níveis de glicose no sangue de diabéticos que não apresentem deficiências desses componentes, logo sua prescrição não é recomendada para o controle glicêmico de todos os diabéticos.

 

Ao consumir alimentos com vitamina D adicionada, esteja seguro de que se trata de vitamina D3 e não D2 que tem um efeito muito menor no organismo.

 

Caso necessite de suplementação, esteja atento ao custos, pois é possível economizar em até 3 vezes no custo de aquisição do suplemento.

 

Esperamos ter ajudado! Paz e saúde!  

 

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Fontes

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