DIABETES E COVID 19: O QUE VOCÊ PRECISA SABER?

DIABETES E COVID 19:  O QUE VOCÊ PRECISA SABER?

Como afeta os diabéticos |  Fator de risco | Porque o risco aumenta | Outras doençasTratamento | Reduzir os riscos | Diabético e com corona vírus | Crianças e grávidas | Óbitos | Fatores de Risco | Isolamento social | Trabalho e consultas médicas | Comprando medicamentos | RecomendacoesConclusão | Fontes

 

Diabetes e COVID 19: o que você precisa saber? A infecção por corona vírus é um duplo desafio para as pessoas com diabetes. Foi relatado que a diabetes é um fator de risco para a gravidade da doença e, ao mesmo tempo, os pacientes precisam controlar a glicose com uma ingestão alimentar mais controlada. Se você tem diabetes, independentemente do tipo, tem maior probabilidade de infectar-se com o corona vírus do que outras pessoas, pela menor imunidade, mas a maioria das pessoas que contraem COVID 19 – com ou sem diabetes – terá sintomas leves e não precisará ir ao hospital.

 

No entanto, todos os diabéticos, incluindo aqueles do tipo 1, tipo 2, gestacionais e outros, são mais vulneráveis ​​ao desenvolvimento de sintomas graves causa, mas a maneira como isso afeta o paciente pode variar de pessoa para pessoa.

 

Diabetes e COVID 19: fator de risco

A diabetes é um fator de risco para hospitalização e mortalidade da infecção por COVID-19. Ela estava presente em 22% dos 32 óbitos em um estudo com 52 pacientes em terapia intensiva.  Em outro estudo com 173 pacientes com doença grave, 16,2% tinham diabetes e em um terceiro estudo com 140 pacientes hospitalizados, 12% eram diabéticos. Ao comparar pacientes de terapia intensiva e não intensivos com COVID-19, há um aumento de duas vezes na incidência de pacientes em terapia intensiva com diabetes. A mortalidade parece ser três vezes maior em pessoas com diabetes em comparação com a mortalidade geral do COVID-19.

 

O número de comorbidades é um agravante da mortalidade no COVID-19. Além da diabetes, as outras comorbidades comuns são hipertensão, em cerca de 20% dos casos, doença cardiovascular (16%) e doença pulmonar (6%). De fato, as pessoas com diabetes são um grupo de alto risco para doenças graves. A diabetes também foi um fator de risco para doenças graves e mortalidade nas infecções anteriores por SARS, MERS (síndrome respiratória do Oriente Médio) e a grave pandemia de influenza H1N1 em 2009.

 

O que explica o aumento do risco de diabetes?

É um fato que as pessoas com diabetes correm um risco maior de infecções, incluindo gripe e complicações relacionadas, como pneumonia bacteriana secundária. Pacientes com controle glicêmico deficiente têm uma resposta prejudicada à infecção viral e ao potencial bacteriano de infecção secundária nos pulmões.

 

Ressalte-se que muitos pacientes com diabetes tipo 2 são obesos e este também é um fator de risco para infecção grave. Ficou demonstrado durante a epidemia de influenza A H1N1 em 2009 que a doença era mais grave e teve uma duração mais longa (cerca de duas vezes maior) em pacientes com obesidade que tiveram que ser tratados em unidades de terapia intensiva em comparação com a população com peso mais adequado.

 

Especificamente, a obesidade abdominal está associada a um risco maior. Pessoas com obesidade abdominal grave também têm problemas respiratórios mecânicos, com ventilação reduzida, aumentando o risco de pneumonia e saturação de oxigênio reduzida. Os obesos também apresentam um risco aumentado de asma e os pacientes com obesidade e asma apresentam mais sintomas, exacerbações mais frequentes e graves e resposta reduzida a vários medicamentos para asma.

 

Por fim, complicações diabéticas tardias, como doença renal diabética e cardiopatia isquêmica, podem complicar a situação das pessoas com diabetes, tornando-as mais frágeis e aumentando ainda mais a gravidade da doença de COVID-19 e a necessidade de cuidados como diálise aguda. Alguns achados indicam que o COVID-19 poderia causar lesão cardíaca aguda com insuficiência cardíaca, levando à deterioração da circulação.

 

Diabetes e COVID 19 e outras doenças

As comorbidades mais frequentes do COVID 19 são hipertensão e diabetes. O corona vírus se liga a células através de uma enzima presente especialmente nas células de cobertura dos pulmões, vasos sanguíneos e intestino. Em pacientes tratados com alguns medicamentos adotados no tratamento dessas comorbidades, é POSSÍVEL que haja uma facilitação da infecção pelo COVID-19 e o aumento do risco de doença grave.

 

Estar doente na maior parte das vezes faz com que o açúcar no sangue aumente substancialmente. O organismo tenta combater a doença liberando na corrente sanguínea glicose armazenada para fornecer energia. Mas o diabético não consegue produzir ou absorver insulina suficiente para lidar com esse quadro. Logo os açúcares no sangue aumentam, já que, pela ausência de insulina, não são absorvidos pelas células do corpo.

 

O organismo está se esforçando para combater a doença, o que dificulta o controle da diabetes. Isso significa que se corre o risco de ter níveis muito altos e/ou baixos de açúcar no sangue, podendo levar a CAD (cetoacidose diabética) ou HHS (estado hiperglicêmico hiperosmolar).

 

Para a maioria das pessoas, o corona vírus é uma doença leve, mas algumas pessoas desenvolvem uma forma mais séria do vírus e, infelizmente, podem morrer.

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Diabetes e  COVID 19: tratamento da diabetes durante a infecção 

O controle glicêmico deficiente é um fator de risco para infecções graves e resultados adversos. No entanto, o inverso também é verdadeiro e o risco de infecção, incluindo pneumonia bacteriana, pode ser reduzido através de um bom controle glicêmico. O problema é que as infecções causam perda do controle glicêmico, e o tratamento da hiperglicemia é difícil durante a doença intercorrente com febre, instável ingestão de alimentos e uso de alguns medicamentos em pacientes com problemas respiratórios.

 

Para manter o controle glicêmico ideal durante um tratamento de paciente com COVID 19, é necessário um monitoramento mais frequente da glicemia e mudança contínua no tratamento antidiabético após os níveis medidos de glicose.

 

Diabetes e COVID 19: como reduzir seu risco

O melhor conselho para as pessoas com diabetes ainda é ficar em casa o máximo possível e minimizar o contato com pessoas de fora de sua casa. Sair apenas para:

 

  • necessidades básicas, como alimentos e medicamentos
  • exercícios
  • qualquer necessidade médica ou para cuidar de uma pessoa vulnerável
  • ir e voltar do trabalho, e somente se não puder trabalhar em casa.
  • Se for necessário sair por algum desses motivos, é necessário seguir rigorosas medidas de distanciamento social. Isso significa manter 2 metros de distância de outras pessoas e lavar as mãos assim que chegar em casa, ou usar álcool gel, quando disponível, nos locais visitados, além de usar permanentemente máscara protetora enquanto estiver fora de sua residência.

 

Tem diabetes e está com corona vírus?

Se você se infectar com o corona vírus, é realmente importante que você persista com o tratamento do dia a dia da diabetes. Isso ajudará  a manter estáveis os níveis de açúcar no sangue o máximo possível, para que se possa melhor combater o vírus. Sabemos que nem sempre é assim tão simples. Dê uma olhada em nossos artigos para ajudá-lo a conhecer ou se lembrar das regras do dia a dia para gerenciar os níveis de açúcar no sangue.

 

DIABETES E COVID 19: Crianças e grávidas 

Embora as crianças possam infectar-se com o corona vírus, elas normalmente apresentam sintomas muito leves e não temos conhecimento de crianças com diabetes que morreram de corona vírus. No entanto, como em todas as pessoas com diabetes, uma doença como o corona vírus pode dificultar o gerenciamento da glicemia e há um risco complicações acentuadas da diabetes. Portanto, é importante garantir que elas sigam as recomendações de distanciamento social e lavagem das mãos para reduzir os riscos.

 

Uma mulher que desenvolve diabetes gestacional também corre mais risco de desenvolver complicações que dificultam gerenciar o nível de açúcar no sangue. Por esse motivo, é realmente importante que se fique em casa o máximo possível.

 

Mortes por COVID 19 em pessoas com diabetes

Dados recentes do Sistema Nacional de Saúde do Reino Unido nos mostraram que, para aqueles que ficam tão doentes com o corona vírus que precisam ir ao hospital, o risco de morrer é maior para pessoas com diabetes do que para pessoas sem a doença. A maioria das mortes ocorreu em idosos, com muito poucos com menos de 40 anos e nenhum em crianças.

 

Este estudo analisou apenas o número de pessoas que morreram no hospital como resultado de corona vírus. Não inclui informações sobre os muitos milhares que se recuperaram em casa ou que receberam alta do hospital com sucesso.

 

No Brasil, o Ministério da Saúde afirma que foi possível traçar o perfil das pessoas que morreram pela COVID 19: 7 de cada 10 pessoas tinham mais do que 60 anos de idade e apresentavam pelo menor um fator de risco, como diabetes, doenças do coração ou do pulmão. Além disso, a maioria eram homens (59,8%) e de cor branca (57,2%).

 

Pessoas acima de 60 anos se enquadram no grupo de risco, mesmo que não tenham nenhuma doença pré-existente, e pessoas de qualquer idade que tenham comorbidades, como cardiopatia, diabetes, pneumopatia, doença neurológica ou renal, imunodepressão, obesidade e asma também precisam redobrar os cuidados com medidas de prevenção ao corona vírus.

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Diabetes e COVID 19: fatores de Risco 

 

Idade

O fator mais fortemente relacionado ao risco de morte por corona vírus é a idade avançada. Sabe-se também que muito poucas pessoas com diabetes com menos de 40 anos morreram de corona vírus.

 

Isso é consistente com o que sabemos sobre o impacto do corona vírus na população em geral, com pessoas mais velhas tendo maior probabilidade de desenvolverem complicações. E, como outras doenças – como a pneumonia -, tornam mais prováveis quadros mais graves em conjunto com uma idade mais avançada.

 

Portanto, os adultos mais velhos com diabetes devem seguir rigorosas medidas de distanciamento social para reduzir suas chances de pegarem o vírus.

 

Tipo de diabetes

Os dados disponíveis analisam apenas o número de pessoas que morreram em hospitais em virtude  do corona vírus e não consideram os milhares que se recuperaram em casa ou que receberam alta do hospital com sucesso.

 

Os novos dados mostram que, no Reino Unido, das 23.804 mortes registradas no estudo, 7.466 (31,3%) que morreram de corona vírus tiveram diabetes tipo 2, 365 (1,5%) tiveram diabetes tipo 1 e 69 (0,3%) tiveram outros tipos. A maioria das pessoas (66%) não tinha diabetes.

 

É importante lembrar que cerca de 90% das pessoas com diabetes têm o tipo 2. E a maioria das pessoas com tipo 2 tem mais de 60 anos e sabemos que a idade está fortemente ligada à morte por corona vírus. Portanto, no geral, houve mais mortes registradas em pessoas com diabetes tipo 2.

 

Mas quando olhamos para esse grupo proporcionalmente – e levamos em conta as diferenças entre pessoas como idade, sexo e etnia – mesmo que tenha havido menos mortes com pessoas com diabetes tipo 1, a própria condição está ligada a um risco maior. As pessoas com diabetes tipo 1 apresentaram 3,5 vezes mais chances de chegarem a óbito e as pessoas com diabetes tipo 2 duas vezes mais chances do que as pessoas que não têm diabetes quando estão internadas com corona vírus.

 

Etnia

Pesquisas e outros estudos, sugerem que pessoas de grupos étnicos negros, asiáticos e minoritários têm um risco aumentado de morte por corona vírus.

 

Embora a razão para isso não seja totalmente compreendida, fatores sociais e econômicos podem desempenhar um papel significativo. Fazem-se necessárias mais pesquisas para entender melhor o quadro, mas a tendência já está documentada.

 

Diabetes e COVID 19: isolamento social

Pessoas com diabetes não fazem parte do grupo clinicamente extremamente vulnerável (como pacientes em tratamento de câncer, por exemplo), mas estão no ‘grupo clinicamente vulnerável’. Isso significa que se deve ficar em casa o máximo possível e, ao saírem, devem ter muito cuidado para evitar o contato com pessoas que não sejam aquelas com quem residem.

 

Com base nos dados mais recentes, não se acredita que o isolamento radical seja apropriado para todas as pessoas com diabetes. Mas as pessoas com diabetes de alto risco – aquelas com mais de 70 anos ou com outras comorbidades (doenças) – devem buscar orientação específica para o seu caso, e é possível que um isolamento mais intenso seja necessário.

 

Fale com seu médico ou busque informação médica se estiver preocupado com seu risco ou escreva para nossa equipe com suas dúvidas.

 

Diabetes e COVID 19: trabalho e consultas médicas

Os empregadores devem fazer todo o possível para que os portadores de diabetes trabalhem em casa.

 

Se você não pode trabalhar em casa e tem diabetes seu empregador deve garantir que seu local de trabalho esteja o mais seguro possível  e o trabalhador deve seguir todas as recomendações de prevenção, mesmo que o local de trabalho lhe pareça razoavelmente seguro.

 

Se você estiver sintomas de corona vírus, a melhor opção é evitar sair de casa, mesmo que seja para ir à farmácia ou a uma consulta com seu médico, por exemplo, e muito menos ir ao trabalho.

 

Se você já está em tratamento para um problema nos pés ou nos olhos e não apresenta sintomas de corona vírus, o mais indicado é manter as suas consultas, mas ligue previamente e avalie as condições de atendimento, para não se expor a demasiados riscos.

 

Muitas consultas de rotina, como uma revisão periódica da diabetes, foram canceladas ou adiadas. Enquanto isso, siga a sua rotina de prevenção e tratamento, incluindo verificar os pés diariamente, manter uma dieta saudável e tentar se manter ativo. Mas se você encontrar algo novo que pode ser motivo de preocupação, como um corte ou uma bolha no pé, que tardam a curar-se, procure orientação médica. Você pode estar em uma situação em que precisa de atenção médica – isso pode ser algo relacionado à diabetes ou pode estar relacionado a uma outra lesão ou doença.

 

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Comprando medicamentos

Não é necessário armazenar insulina, medicamentos para diabetes ou alimentos. Isso pode causar escassez e colocar outros pacientes em risco.

 

Na falta ou eventual ausência de medicamentos para seu tratamento, e caso eles não sejam dispensados gratuitamente, e você tenha que comprá-los, a opção de compra online deve ser avaliada, pois é possível encontrar medicamentos mais baratos (lembre-se de considerar o frete) ou eventualmente algum que não esteja disponível em sua região.

 

Lembre-se de seguir as recomendações médicas e não vá a uma farmácia se você ou alguém em sua casa tiver temperatura alta ou tosse nova e contínua, mesmo que leve. Várias redes de farmácias têm serviços on-line e entregam medicamentos em  casa, a um preço baixo ou mesmo gratuitamente. Tente explicar o seu caso e veja se há algum serviço de entrega mais econômico.

 

Se você estiver bem e puder visitar a farmácia, pense em como pode ajudar a família, os amigos e os vizinhos que não possam.

 

Conclusão

A necessidade de manter um controle permanente e tratamento da glicemia em pacientes diabéticos não é novidade. Motivada especialmente pelas doenças causadas por longos períodos de descontrole glicêmico, como cardiopatias, neuropatias, nefropatias e outras, adicione-se agora um outro componente capaz de criar consequências graves no curto prazo: as complicações oriundas de uma infecção por corona vírus.

 

Tomados em conjunto, os pacientes com diabetes são um grupo de pacientes de alto risco e complicado para tratamento de COVID19, especialmente por levarem a uma maior necessidade de hospitalização. Pacientes com diabetes precisam de atenção intensiva para reduzir o risco de óbito, e devem seguir completamente as recomendações gerais de prevenção fornecidas pelas autoridades para evitar a infecção pelo COVID-19.

 

Daí, porque, sempre, e ainda mais agora, é muito importante cuidar da alimentação, do peso, realizar exercícios, seguir o tratamento médico recomendado e acompanhar cuidadosamente os níveis de glicemia capilar e através dos exames periódicos, para além dos cuidados gerais de prevenção ao corona vírus. A diabetes não “descansa” e requer cuidado permanente. Cuide-se, proteja-se a si e aos seus!

 

Recomendações

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Fontes:

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